quarta-feira, 7 de maio de 2014

Carta para a querida Nostalgia

Cara Nostalgia,

Não sinto muitos incômodos na sua presença, só acho que deveria me lembrar coisas valiosas e esquecer as que não tenho motivo de reviver aquilo na minha mente.

Eu quero lembrar da infância de vez em quando, não constantemente, porque sempre me traz saudades daquelas de apertar o peito e vem aquela vontade de chorar. Eu quero me lembrar do que já foi bom um dia, e não de coisas tolas e fúteis.
Eu não quero lembrar da pessoa não-correspondida comigo, não quero lembrar das inimizades, e nem das situações ruins que eu passei um dia.

Eu preciso lembrar do que um dia me fez feliz, lembrar dos pequenos prazeres da vida, aqueles que ninguém dá importância significativa.
Como por exemplo, uma cartinha/bilhete, uma flor, um presente, uma bala ou chocolate de alguém especial, para que tudo isso fosse para uma caixinha de segredos e depois de muitos anos, abri-la para que venha a sensação de nostalgia. Pode não ter a lembrança material como isso tudo, mas sim a lembrança de algo momentâneo e sem registros. Mas sempre existe algo que nos traz o sentimento da nostalgia, como: o sorriso de alguém, um rosto que jamais conseguiu esquecer, um aroma específico, a sensação de um toque, uma música, o sabor de um doce, saudade do tempero de alguém, lembranças que um lugar traz, uma cor que diz muito sobre você, um objeto encontrado no fundo de uma gaveta, um álbum de fotografias, uma frase de algum livro, o gosto de um café feito por quem a gente ama ou até se sujar de tinta e depois de jogar na água. 

Sinto muito sua falta, Nostalgia. Apareça-me com coisas maravilhosas que eu já vivi de vez em quando, por favor e obrigada desde então.






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