Sentada numa tora de eucalipto
Em minha pele crava um percevejo
Percebo o céu mais límpido
Minhas andanças não bastaram
Vida nômade, pernas viajantes
Espíritos andarilhos jamais pararam
Para ver aquilo que viram antes
Sou cigana, fada, sereia, loba, águia
Meu ser é uma metamorfose constante
Se der numa ocasião qualquer
Eu me assumirei só como mulher
Energias sagradas femininas
Afrodite, Oxum, Pachamama,
Morgana, Ártemis, Yansã e o que tiveres
Empoderam-se dessas meninas
Que passam a ser agora, mulheres
Quando eu dançar
Não vou hesitar
Ainda mais a luz do luar
Vou me libertar
De qualquer amarra e amarrador
Porque coração é de amor
Jamais feito de dor
Pelo poder feminino
Eu proclamo o meu hino
''jamais presa, jamais indefesa,
sou caçadora e não amadora''

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