terça-feira, 11 de junho de 2019

Passeando entre os vales da tormenta

Passeando entre os vales da tormenta
Os galhos secos quebradiços
As pedras cobertas de musgos
O longo e gélido rio
Seguindo o seu curso
Me vejo caminhando
Nas margens rastejando

O tempo parece não ter definição
Está parado ou infinitamente acelerado
O que podemos fazer pra distinguir?
Apenas se atentar aos detalhes

Um dia eu ouvi uma voz
Sussurrando no meu ouvido
Eu estava abrindo uma porta
Um enigma a ser desvendado

Senti um arrepio
Formigas nos meus pés
Água deslizando entre os dedos
Senti bolhas salgadas no meu rosto
E segredos além da vista

Quando a porta se abriu pra mim
O túnel escuro e estreito 
Se tornou claro e amplo
Tinha a visão de um horizonte sem fim

A primeira vista uma coruja branca
Em seguida um urso pardo
As margens de uma floresta densa
As copas verdes me confortaram
Aquele lugar tinha um cheiro marcante

Senti um vento frio nos cabelos
Frescor nos meus pés
Nostalgia nos meus pensamentos
Acalento no fundo do coração
Eu sinto que finalmente estou em casa.




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